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Imigrantes desfavorecidos

8 de julho de 2010

Relatório sobre imigração do governo alemão comprova que jovens migrantes têm piores chances de formação escolar. Encarregada do governo diz que situação é alarmante.

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Foto: Ludolf Dahmen

Maria Böhmer, encarregada do governo federal alemão para assuntos de Migração, Refugiados e Integração, confirmou a necessidade de "maior velocidade e intensidade" na implementação de medidas de incentivo aos jovens estrangeiros no país.

O 8° relatório divulgado do governo sobre a situação dos estrangeiros na Alemanha envolveu, pela primeira vez, também alemães de origem migratória. Com base em um microssenso realizado no ano de 2008, constatou-se que 20% da população alemã hoje pertence ao grupo de "pessoas de origem migratória", perfazendo um total de aproximadamente 15,6 milhões. Mais da metade delas tem passaporte alemão.

Situação alarmante

Böhmer sublinhou o alto número de jovens descendentes de migrantes que interrompem os estudos. Entre 2005 e 2008, esse percentual passou de 10,8% para 13,3%. Entre os alemães, o acréscimo foi de 5,4% para 7%. Além disso, o relatório aponta que os jovens de origem migratória demoram bem mais a encontrar uma empresa onde possam trabalhar como aprendizes.

Maria Böhmer CDU Integration Integrationsbeauftragte
Maria BöhmerFoto: picture alliance/dpa

Segundo Böhmer, a situação é alarmante: tanto nas escolas do país quanto no mercado de trabalho, os imigrantes acabam sempre em desvantagem.

Se um alemão demora, em média, três meses para conseguir um posto de aprendiz após concluir a escola, entre os estrangeiros a média é de 17 meses. Além disso, entre os descendentes de imigrantes o número de desempregados é pelo menos duas vezes superior ao dos alemães nativos.

"Precisamos fazer com que a nova geração de imigrantes se transforme em uma geração de vencedores", afirmou Böhmer. A encarregada do governo alertou para o fato de que, até agora, 600 mil migrantes participaram dos cursos de integração. E a procura aumenta, disse ela. O governo alemão investiu um total de 233 milhões de euros nesses cursos.

"Lista de descasos"

O Partido Verde criticou o relatório apresentado pelo governo como "lista de oportunidades perdidas". Eva-Maria Stange, presidente do grêmio de educação do Partido Social Democrata (SPD), sugeriu que sejam implementados programas de integração coordenados pelo governo federal e pelos estados.

Esses programas, de acordo com Stange, deveriam priorizar o acesso gratuito a jardins-de-infância e a oferta de aulas de idiomas para crianças pequenas.

SV/dpa/kna/apn
Revisão: Augusto Valente