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Conferência em Viena

17 de julho de 2010

Cientistas se reúnem em Viena para debater os progressos no combate à aids. Foco do evento são as regiões do Leste Europeu e Ásia Central, onde o número de novos casos cresce em ritmo acelerado.

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Foto: picture-alliance/ dpa

O Leste Europeu e a Ásia Central são as únicas regiões do mundo onde o número de novos casos de aids continua aumentando, segundo o mais recente relatório da agência Unaids, das Nações Unidas. A cada dia, cerca de 300 pessoas se contaminam com o vírus HIV nessas regiões do planeta.

Essa situação alarmante é um dos temas centrais da 18ª Conferência Internacional sobre Aids, que se realizará a partir deste domingo (18/07) e prosseguirá até sexta-feira (23/07) em Viena, na Áustria. Mais de 20 mil cientistas participarão do evento, que tem como slogan "direitos aqui e agora".

Apesar da presença de artistas e políticos, a conferência continua sendo principalmente um encontro científico, afirmou a organizadora Brigitte Schmied. Ela lembra, contudo, que, ao se falar de aids, não é possível separar a ciência da política, já que, sem o apoio desta, não há avanços nas pesquisas nem agilidade na liberação de novos medicamentos.

Entre as celebridades esperadas para o encontro estão o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, as atrizes Whoopi Goldberg e Elizabeth Hurley, o ex-tenista Boris Becker e a cantora Annie Lennox.

A crise econômica mundial também deverá ser um dos temas debatidos no evento, já que organizações de ajuda humanitária temem que os governos reduzam as verbas para a luta contra a aids.

Maior número de portadores vive na África

Segundo as Nações Unidas, 33,4 milhões de pessoas vivem com o HIV em todo o mundo, sendo que 22,4 milhões delas estão na África subsaariana. Em 2008, 2 milhões de pessoas em todo o mundo morreram em consequência da doença. Desde o início da epidemia, nos anos 1980, já são mais de 25 milhões de vítimas fatais.

O vírus da aids infecta em torno de 2,7 milhões de pessoas por ano, segundo a Unaids. A organização calcula que apenas quatro em cada dez portadores do HIV no mundo saibam que estão com contaminados.

A maioria dos doentes não tem acesso a medicamentos antiretrovirais. Essa é a situação de 10 milhões de pessoas, de um total de 15 milhões que têm aids em todo o mundo.

Apesar de o maior número de portadores do HIV viver na África, é no Leste Europeu e na Ásia Central que a doença avança de forma avassaladora, principalmente por meio de seringas contaminadas usadas para o consumo de drogas.

Entre 2001 e 2008, o número de casos da doença na região aumentou 66%, passando de 900 mil para 1,5 milhão. Os mais afetados são jovens heterossexuais.

Segundo Schmied, a falta de programas de combate à dependência ou de distribuição de seringas descartáveis piora a situação na região. "Estamos tentando trazer o maior número possível de médicos e responsáveis do Leste Europeu para a conferência em Viena", declarou Schmied.

AS/dpa/afp/epd

Revisão: Soraia Vilela