Economia | 02.07.2009
Queda de encomendas ameaça fabricantes alemães de máquinas
Os fabricantes alemães de máquinas temem que a queda no número de contratos continue. Segundo declarou a associação alemã dos fabricantes de máquinas e equipamentos VDMA nesta quarta-feira (01/07), ainda não se atingiu o fundo do poço.
Em maio, o volume de encomendas ficou, mais uma vez, bem abaixo do nível registrado no mesmo período no ano passado. Ao todo, as firmas obtiveram 48% menos encomendas, revelou a VDMA. A demanda interna caiu 42%, a externa, 51%.
Setor resistente
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Hannes Hesse, diretor-gerente da associação VDMA
A relutância dos bancos em conceder créditos seria um dos principais obstáculos à superação da crise. "O setor de fabricação de máquinas se comporta atualmente como um avião sem combustível", comentou o diretor-gerente da VDMA, Hannes Hesse.
Ele considera inaceitável os bancos estocarem liquidez apesar de os governos nacionais terem inundado os mercados com capital. Do seu ponto de vista, a falta de meios financeiros bloqueia tanto os fabricantes quanto os clientes na realização de investimentos e na compra de produtos.
Apesar dos números negativos, os empresários não se deixam abater. "Os fabricantes de maquinaria estão surpreendentemente pouco abatidos", declarou Hesse. No entanto, a situação é difícil e somente a redução da jornada de trabalho não compensará a desoladora situação das encomendas, adverte. "Em alguma hora, as empresas não vão mais ter dinheiro."
Tendência a piorar
Segundo estatísticas recentes, 158 mil dos cerca de 1 milhão de empregados do setor trabalham em regime de jornada de trabalho reduzida. Até o momento, os fabricantes de máquinas – na maior parte, empresas familiares – têm evitado demissões.
"Do ponto vista da econômico, no entanto, essa situação não é sustentável por muito mais tempo", alerta Hesse. Grande parte dos cerca de 60 mil funcionários terceirizados e com contratos por tempo limitado já foi demitida.
Segundo a estimativa do diretor geral da VDMA, a situação deverá ainda piorar nos próximos meses. "Se a produção diminuir entre 15% a 20% no próximo ano, entre 50 mil e 60 mil postos de trabalho deverão ser eliminados."
De acordo com dados fornecidos pelo próprio setor, a construção de máquinas e equipamentos é o maior empregador industrial da Alemanha, antes mesmo da indústria automobilística. Ela emprega cerca de 975 mil pessoas no país, num total aproximado de 5.920 firmas com um tamanho médio de 154 empregados.
AV/dpa/dw
Revisão: Rodrigo Abdelmalack










